quinta-feira, 12 de abril de 2012

Jogadores de Coração



Historial

1997/1998 Montelavarenses

1998/1999 Est. Amadora

1999/2000 Est. Amadora

2000/2001 Est. Amadora
Rui Paulo Caixinha Janota
2001/2002 Est. Amadora
2-11-1989
(22 anos)
2002/2003 Est. Amadora
Médio
2003/2004 Est. Amadora
Número 10
2004/2005 Igreja-Nova

2005/2006 Ericeirense

2006/2007 P. Pinheiro

2007/2008 P. Pinheiro

2008/2009 Igreja-Nova

2009/2010 Igreja-Nova

2010/2011 P. Pinheiro

2011/2012 P. Pinheiro

"Jogo por amor à camisola"

Rui Janota nasceu com uma bola nos pés. Fosse na rua, em casa, na escola ou no campo de futebol, Rui jogava à bola. Fosse de noite ou de dia lá estava o "gimbras" a "dar uns toques".Essa sim, sempre foi a sua grande paixão.
Por influência do avô e do pai, o número 10 conheceu o futebol, tomou-lhe o gosto, e a partir daí nunca mais parou. "Com 7 anos, pedi ao meu pai que me inscreve-se no Montelavar, porque era onde estavam todos os meus amigos", disse.E foi aí, no clube a cinco minutos de sua casa, onde tudo começou. Um ano depois com o desejo de voar mais alto, o médio foi fazer um treino de captação ao Estrela da Amadora, foi e foi para ficar.Por lá fez grande parte da sua formação que recordou como "inesquecível. Foi como um sonho tornado realidade, ter jogado com tão bons jogadores, que muitos agora estão na primeira liga, e mesmo os que não estão continuam a ser bons jogadores". 
Apesar de cada ano ter os seus momentos marcantes, segundo Rui, os que mais rapidamente lhe vêm à memória são exactamente dessa época em que era Estrelinha: "lembro-me de jogar contra o Benfica e de marcar os dois golos que nos levaram a empatar, dos jogos com o Belenenses que eram sempre grandes derbys, ou de jogar com o Real Madrid e de empatarmos a 4 golos". Todas estas lembranças parecem ser motivo para um sorriso rasgado e um brilho nos olhos do jogador.
No entanto, após seis anos na Amadora o rumo de Janota mudou."O objectivo era eu  continuar, mas a minha vida familiar não se proporcionou, deixei de ter tanto acompanhamento, e passei a privilegiar a amizade ao futebol, comecei a dar-me com amigos que estavam mais perto de mim", desabafou. O Igreja-Nova foi o passo seguinte.
Hoje com 22 anos, e no Pêro Pinheiro, seu clube conterrâneo, Rui partilha de uma maneira muito próxima a sua paixão com o pai e com o avô. O avô, Domingos Janota, já tinha pertencido aos quadros do clube nos anos iniciais, e agora é Presidente. O pai, Rui Paulo, é o mister da equipa sénior. "Quando as coisas correm mal, ás vezes, é um pouco difícil, mas até agora nunca tive nenhum problema e acaba por ser bom, porque faço o que gosto com a pessoa que gosto", disse o Janota mais novo ao falar da relação que tem com o pai no futebol. Já no que toca à maneira como os seus colegas vêm este parentesco, Rui diz que só quem nunca jogou com ele ou não o conhece bem é que pode achar que ele conta algumas coisas ao pai relacionadas com o balneário ou com os colegas: "Quem me conhece melhor e quem já jogou comigo sabe que pode estar à vontade, sabe que pode ter exactamente a mesma confiança fosse eu filho do treinador ou não".
Xarolé, como é apelidado pelos colegas, acredita na subida de Divisão do Pêro Pinheiro este ano, e considera que o ponto forte da sua equipa em relação ás outras é a "qualidade técnica e a união", no entanto, a ambição e o espírito de sacrifício dentro de campo são factores que o jogador acha que têm faltado ao grupo para  ganhar os jogos. "Nós temos condições, temos campo, temos tudo, agora estamos a faltar um pouco com a nossa parte, mas com um bocadinho mais de esforço, tudo o resto aparece com naturalidade".
Antes dos jogos difíceis, Xarolé diz que pensa sempre no que pode ou não fazer e que, a maior parte das vezes, se deita no dia anterior a pensar nisso, no entanto, "esses são os melhores jogos, porque são os que motivam mais, o que exigem mais de nós".
Neste momento, o futebol é para Rui Janota como um hobbie, mesmo a nível financeiro, Rui diz "jogar por amor à camisola", mas o seu objectivo é um dia poder viver do desporto Rei. "O futebol para mim é a coisa que mais gosto de fazer na vida, é o meu ideal", contou-nos o 10.
Quando pensa no seu futuro como futebolista, acreditando que este é imprevisível e depende muito de um bom empresário ou de uma boa cunha, a meta será sempre estar o mais acima possível. De forma ambiciosa, "o meu objectivo é jogar na Segunda B, se um dia estiver na Segunda B é jogar na Segunda Liga, e se um algum dia estiver na Segunda Liga o objectivo é a primeira". 
Rui Janota relembra: "Alex ferguson, treinador do Manchester United disse que o auge da carreira de um jogador é aos 25 anos, a mim ainda me faltam 3. Até aí vou trabalhar, não desisto!".



Historial
Francisco João Gomes Moucheira
2006/2007 Oeiras
7-10-1991
(20 anos)
2007/2008 Oeiras
Médio
2008/2009 P.Pinheiro
Número 14
2009/2010 P.Pinheiro

2010/2011 P.Pinheiro

2011/2012 P.Pinheiro

"O Futebol acaba por ser a maior parte da minha vida"

Kiko, como é conhecido por todos, é um jogador, que se pode dizer, fiel ao CAPP. A sua formação começou aos 7 anos no Pêro Pinheiro, e apesar de quatro anos de ausência por ter feito o escalão de iniciados e juvenis no Oeiras, o jogador voltou ás raízes. "Talvez a vontade de ir mais além possível tenha sido aquilo que me motivou a, na altura, ter saído do Pêro Pinheiro, mas como este é o meu clube, é com grande prazer que aqui jogo", disse Francisco que também é um conterrâneo do clube.
Agora com 20 anos, no segundo ano de sénior,o número 14 da equipa confessou que tem como colegas "os jogadores de maior qualidade desta divisão", e que não duvida das suas capacidades para colocarem o clube, para o ano, num patamar acima. 
"Companheirismo e união" são os pontos fortes do grupo e aquilo que nos diferencia dos outros", revelou. Kiko acha que as brincadeiras e os programas que se fazem, para além do obrigatório treino diário, só contribuem para a coesão da equipa, para que, ao Domingo, as vitórias prevaleçam sobre os empates e as derrotas.
Com toda a participação diária no Clube de Pedra, o médio consegue ainda estudar Gestão do Desporto, o que o leva a fazer deste mundo grande parte daquilo que respira.
Contudo, em relação ao facto de não ser titular, o atleta diz que respeita a decisão do treinador, mas que vai continuar a trabalhar: " para o ano ou daqui a dois anos poder ser eu a jogar e a estar mais satisfeito do que aquilo que estou, nesta altura".Para ele, tudo é uma questão de tempo e trabalho.
Para se sentir completo enquanto jogador, para além de ser titular, Francisco gostava de repetir o que aconteceu o ano passado no clube: a subida de Divisão. "Seja aqui seja noutro lugar qualquer, lutar sempre pela melhor classificação possível, e procurar um dia jogar mais acima são os meus objectivos. Quero trabalhar sempre com isso no pensamento".



Historial

2001/2002 Oriental

2002/2003 Oriental

2003/2004 Oriental
António Pedro
de Carvalho Trindade
2004/2005 Oriental
24-01-1979
(33 anos)
2005/2006 Odivelas
Médio
2006/2007 Odivelas
Número 21
2007/2008 Carregado

2008/2009 Carregado

2009/2010 Carregado

2010/2011 Carregado

2011/2012 Carregado
                 P.Pinheiro


"Era bom que os adeptos nos apoiassem mais agora nesta fase, e nos ajudassem a fazer a diferença"

Tópê é a forma mais corriqueira pela qual conhecemos António Pedro Trindade, número 21 do CAPP. 
Com um pai ciclista e bastante ligado ao desporto, o jogador começou por ser influenciado por ele para que seguisse as suas pisadas no ciclismo, no entanto, o que António sempre fez e "com algum jeito" foi jogar futebol. Esse sim, parecia o desporto que estava traçado no seu caminho.
Com 16 anos, na idade de Júnior, Tópê tornou-se jogador profissional no Alverca e, nessa altura, já tinha ido à selecção nacional de sub-15 e sub-16. Fez do Futebol profissão durante 9 anos e desde há 3 que joga como "amador". "A conjuntura mundial, não só do nosso país, acabou por se agravar e deixaram de me pagar o ordenado, a garantia de que chegasse ao final do mês e recebesse a minha parte era quase nula, então acabei por me casar e optei por uma vida mais estável", explicou então o jogador, como se deu essa mudança.
Como melhores momentos vividos até agora, o atleta recordou a altura em que se tornou profissional, afinal " era difícil um jogador com 16 anos conseguir viver só do futebol", o momento em que ouviu o Hino Nacional quando estava na selecção sub-15: " vai ficar para sempre guardado", e a época no Carregado em que o clube estava na Segunda Liga, foram momentos muito importantes para si. Pelo contrário, os momentos menos bons que Tópê viveu no futebol estão ligados a lesões de colegas seus ou a episódios com alguns directores de clubes, mas para ele essas situações acabam por perder importância, porque disse: "eu tenho muito gosto pelo futebol, aprendi a respeitar o futebol, ele a mim deu-me muito", concretizou António.
Em Pêro Pinheiro desde Agosto, o médio começou a época no Carregado, que por problemas directivos e financeiros, levou a  que ele e o colega Carolo ingressassem pelo Clube de Pedra. Embora o CAPP seja uma realidade completamente diferente daquela a que o atleta está habituado, pois há muito tempo que não estava num clube da terceira divisão, esta foi "uma agradável surpresa. Fiz aqui muito bons amigos, gosto muito de aqui estar. Espero subir, e digo desde o início que temos condições para isso", manifestou Tópê com um sorriso nos lábios.
Actualmente, o médio que sempre foi defesa central até aqui, está desempregado e aproveita todo o tempo livre que tem para viver o futebol ao máximo e para estar com a filha de 16 meses, dois dos seus grandes amores. 
Quando António tem de defrontar um jogo complicado revela que a sua única preocupação é " fazer uma vida saudável para encarar o jogo de uma boa forma", porque caso contrário, essas são as partidas de que mais gosta. A pressão é um factor que o mantêm motivado, pois afinal "jogar para nada não faz sentido".
E é precisamente a competição que o fascina no futebol, o desejo de lutar sempre pelo melhor resultado é o que o faz pertencer a este mundo. "O futebol é paixão e nem mesmo quando era profissional o encarei como um emprego", contou-nos. A forma como o próprio jogador vive a "bola" faz com que não consiga passar um dia sem fazer qualquer coisa relacionada com isso: "Eu ás vezes estou desejoso de ir de férias do futebol para poder ir de para qualquer lado, mas se passar quinze dias sem isto já não sei o que fazer".
O objectivo de Tópê sempre foi subir de Divisão, desde que chegou ao clube que a permanência deixou de fazer sentido. Agora, e aliado à subida , está o desejo de ser campeão. "Acho que o merecemos, acho que o clube e as pessoas que aqui encontrei merecem".
Para o futuro, o atleta pretende jogar futebol até ao 36/37 anos "se tiver condições para isso", e depois, num futuro mais longínquo, quer tornar-se empresário ou treinador, mas estar ligado para sempre ao futebol é o que mais ambiciona.

6 comentários:

  1. Rui Janota... o puto da bola!!! Só faltou aqui dizer que lhe chamavam collants porque era o mais baixinho e as meias ficavam-lhe sempre grandes... e claro, é o meu filho!!!!! O orgulho que sinto por ele é gigante, ontem, hoje e sempre!!!!!!!!!!!

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  2. Assim o primeiro comentário que me ocorre sobre estes 3 atletas, é que pelas ligações maiores ou menores de alguns familiares deles ao ciclismo, podiam ter tentado. Esse desporto pode ter perdido 3 bons valores ...
    Eu experimentei mas ainda era pior.

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  3. Pior?!?! era dificil, so se nao soubesses andar de bicicleta!

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  4. Sei bem o que é amar esse tão belo clube! Será sempre o número 1 para mim

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  5. Olá Valério! Pertenceu ao Clube Atlético de Pêro Pinheiro?

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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