Historial
|
|
2005/2006 1º Dezembro
|
|
Carlos Eduardo Albuquerque
Almeida Aguiar
|
2006/2007 Ericeirense
|
14-2-1980
(32 anos)
|
2007/2008 Ericeirense
|
Médio
|
2008/2009 P. Pinheiro
|
Número 8
|
2009/2010 P. Pinheiro
|
2010/2011 P. Pinheiro
|
|
2011/2012 P. Pinheiro
|
A Guiar o CAPP
“É conseguir unir o grupo, é conseguir levantá-lo nos
momentos menos bons”
Carlos Aguiar é o capitão do clube de pedra e de outra forma
não poderia ser. Aguiar transpira futebol. Desde que se lembra de si que a bola
faz parte da sua vida. Tudo começou na rua, da forma mais genuína possível, e,
mais tarde, “levado por amigos” o jovem, na altura com 8 anos, ingressou pelo
Cacém, clube da sua terra. Desde esse momento, que ambicionou ser profissional,
e embora nunca tenha conseguido, sempre lutou por isso. Contra factos não há
argumentos: Aguiar há 24 anos que pratica futebol, sem qualquer interrupção.
Com algum malabarismo, o número 8 concilia a carreira de
professor de educação física do primeiro ciclo, de atleta da equipa sénior do
CAPP, de mister da equipa de futebol feminino do mesmo, e de estudante de
educação física e desporto escolar, no qual completa o mestrado. Em relação à
equipa feminina do Pêro Pinheiro, Carlos realça a boa aventura que está a ser
poder treinar as raparigas e que a continuidade do projecto deveria ser indiscutível.
“Quando fazemos aquilo de que gostamos estamos sempre disponíveis para
trabalhar, e esta é realmente a minha área”, confessa o capitão.
O lado humano do futebol é o que mais o fascina, “os laços
que se criam com os treinadores, com os colegas, com a direcção e até com os roupeiros”.
O espírito que existe e a solidariedade de grupo é o que o faz amar a
modalidade e mergulhar de cabeça nesta área. “Não me via ligado a outra coisa
que não fosse este mundo”.
“Uma recompensa” é a forma como vê o facto de ser capitão de equipa.
O médio já tinha sido capitão um ano pelo Ericeirense, mas foi no CAPP que essa
função lhe foi mais solidamente atribuída. Um chefe de equipa deve ser “a voz
do treinador dentro de campo, respeitado pelos colegas” e, para além de ser uma
responsabilidade muito grande, é o que Carlos sempre ambicionou ser. “Chegar
aos 30 anos e ter esta oportunidade é um contentamento muito grande”.
“Determinada e ambiciosa”, assim é a equipa do Pêro Pinheiro,
segundo o atleta. “Estamos todos unidos a lutar pelo mesmo objectivo, e acima
de tudo, somos profissionais”. O que o jogador acha crucial para o sucesso de
um grupo é a forma como os companheiros dão a pele uns pelos outros dentro de
campo.
No patamar onde Carlos jogou conseguiu subir várias vezes de
divisão, conquistou taças e a única coisa que falhou foi a super-taça: “infelizmente
este ano com o pêro pinheiro não conseguimos abraçar esse título, mas se calhar
se fosse neste momento iríamos conseguir alcancá-lo”.
No que toca às condições para este ano se fazer história no
clube com uma subida à segunda B, Aguiar revelou ainda não ter visto nenhuma
equipa superior à sua. “Se calhar no início do campeonato muitos não nos
colocavam no patamar em que estamos, mas, neste momento, penso que já têm
mais um pouco de respeito por aquilo que é o pêro pinheiro”.
Historial
|
|
2006/2007 Igreja-Nova
|
|
Micael Paulo Félix
|
2007/2008 At. Malveira
|
14-7-1984
(27 anos)
|
2008//2009 At. Malveira
|
Médio
|
2009/2010 At. Malveira
|
Número 5
|
2010/2011 Ass. Charneca
|
2011/2012 P. Pinheiro
|
“Pensar que o treinador está errado é
a única motivação que nos move”
Com 9 anos, Micael Félix iniciou o
seu percurso como futebolista federado, no Torreense. Clube em que teve lugar cerca
de uma década, todos os anos da sua formação, e que lhe deu as bases para ser o
médio que é hoje.
Depois de ter passado por clubes como o
Malveira, o Igreja-Nova e o Associação Charneca, o atleta está no Pêro Pinheiro
pela primeira vez. Micael lembrou o jogo da pré-época com o Torreense,
principal candidato a subir à segunda liga, em que o CAPP perdeu pela margem mínima,
e o jogo, durante a época, com o Mafra em que o Pêro Pinheiro ganhou, para
evidenciar o facto do Clube que defende, hoje, ter todas as condições para
subir de Divisão. “Se estamos em primeiro lugar é porque temos valor, e se, a
mais de meio da prova, continuamos em primeiro, porque não acabar em primeiro?”.
O médio centro faz um
balanço positivo da sua carreira até aqui, apesar de algumas contrariedades que
lhe foram surgindo ao longo do tempo. O jogador falou das “idades críticas”,
entre os 13 e 16 anos, em que sente que podia ter feito mais e melhor, mas, na
altura, com a inocência de um adolescente que só pensa em divertir-se, descurou
um pouco o futebol: “ fica o gosto amargo de que podia ter dado mais”. As
lesões foram também um entrave ao seu percurso, e a que mais o marcou foi a
lesão que contraiu no joelho, enquanto estava no Lourinhã, que o obrigou a ser
operado e a ficar sem clube. Depois passou de um clube da III divisão para a I
distrital, “uma descida muito significativa”, revelou o jogador. De facto,
esses não foram tempos fáceis, no entanto, Micael diz ter orgulho na carreira
que fez.
O futebol para ele é
como “juntar o útil ao agradável”, pois, para além de ser uma actividade de que
gosta, o atleta tem a oportunidade de fazer novas amizades e de escapar, um
pouco, à profissão que exerce.
A maior recompensa e
forma de conciliar tudo (trabalho e futebol) é “chegar aos domingos e ver a
equipa ganhar, assim é bem mais fácil”, revelou. Quando assim é, Micael disse que a ida
para os treinos e o ambiente que se vive dentro do balneário se torna bem mais
agradável: “quem corre por gosto não cansa”.
O médio centro
demonstrou estar reticente em relação ao futuro, pois, desmotivado por não ser
titular, confessa que esse desejo ainda o persegue. “Um dia de cada vez, o que
vier vem por bem", é este o lema de Micael.
Hoje com 27 anos, e nada preparado para não pertencer, normalmente, ao onze inicial, o jovem acredita
que as duas motivações de quem não é titular devem ser: que afinal se é suplente de uma
equipa que está em primeiro lugar na tabela, e pensar que o treinador está
errado. “Se os colegas que são titulares estão bem, é sinal que nós,
habitualmente suplentes, trabalhamos no máximo. Só assim é que podemos continuar motivados para vir treinar”.
Sem comentários:
Enviar um comentário