quarta-feira, 4 de abril de 2012

No meio está a virtude




Historial

2005/2006 1º Dezembro
Carlos Eduardo Albuquerque
Almeida Aguiar
2006/2007 Ericeirense
14-2-1980
(32 anos)
2007/2008 Ericeirense
Médio
2008/2009 P. Pinheiro
Número 8
2009/2010 P. Pinheiro

2010/2011 P. Pinheiro

2011/2012 P. Pinheiro

A Guiar o CAPP

“É conseguir unir o grupo, é conseguir levantá-lo nos momentos menos bons”

Carlos Aguiar é o capitão do clube de pedra e de outra forma não poderia ser. Aguiar transpira futebol. Desde que se lembra de si que a bola faz parte da sua vida. Tudo começou na rua, da forma mais genuína possível, e, mais tarde, “levado por amigos” o jovem, na altura com 8 anos, ingressou pelo Cacém, clube da sua terra. Desde esse momento, que ambicionou ser profissional, e embora nunca tenha conseguido, sempre lutou por isso. Contra factos não há argumentos: Aguiar há 24 anos que pratica futebol, sem qualquer interrupção.
Com algum malabarismo, o número 8 concilia a carreira de professor de educação física do primeiro ciclo, de atleta da equipa sénior do CAPP, de mister da equipa de futebol feminino do mesmo, e de estudante de educação física e desporto escolar, no qual completa o mestrado. Em relação à equipa feminina do Pêro Pinheiro, Carlos realça a boa aventura que está a ser poder treinar as raparigas e que a continuidade do projecto deveria ser indiscutível. “Quando fazemos aquilo de que gostamos estamos sempre disponíveis para trabalhar, e esta é realmente a minha área”, confessa o capitão.
O lado humano do futebol é o que mais o fascina, “os laços que se criam com os treinadores, com os colegas, com a direcção e até com os roupeiros”. O espírito que existe e a solidariedade de grupo é o que o faz amar a modalidade e mergulhar de cabeça nesta área. “Não me via ligado a outra coisa que não fosse este mundo”.
“Uma recompensa” é a forma como vê o facto de ser capitão de equipa. O médio já tinha sido capitão um ano pelo Ericeirense, mas foi no CAPP que essa função lhe foi mais solidamente atribuída. Um chefe de equipa deve ser “a voz do treinador dentro de campo, respeitado pelos colegas” e, para além de ser uma responsabilidade muito grande, é o que Carlos sempre ambicionou ser. “Chegar aos 30 anos e ter esta oportunidade é um contentamento muito grande”.
“Determinada e ambiciosa”, assim é a equipa do Pêro Pinheiro, segundo o atleta. “Estamos todos unidos a lutar pelo mesmo objectivo, e acima de tudo, somos profissionais”. O que o jogador acha crucial para o sucesso de um grupo é a forma como os companheiros dão a pele uns pelos outros dentro de campo.
No patamar onde Carlos jogou conseguiu subir várias vezes de divisão, conquistou taças e a única coisa que falhou foi a super-taça: “infelizmente este ano com o pêro pinheiro não conseguimos abraçar esse título, mas se calhar se fosse neste momento iríamos conseguir alcancá-lo”.
No que toca às condições para este ano se fazer história no clube com uma subida à segunda B, Aguiar revelou ainda não ter visto nenhuma equipa superior à sua. “Se calhar no início do campeonato muitos não nos colocavam no patamar em que  estamos, mas, neste momento, penso que já têm mais um pouco de respeito por aquilo que é o pêro pinheiro”.






Historial

2006/2007 Igreja-Nova
Micael Paulo Félix
2007/2008 At. Malveira
14-7-1984
(27 anos)
2008//2009 At. Malveira
Médio
2009/2010 At. Malveira
Número 5
2010/2011 Ass. Charneca

2011/2012 P. Pinheiro

“Pensar que o treinador está errado é a única motivação que nos move”

Com 9 anos, Micael Félix iniciou o seu percurso como futebolista federado, no Torreense. Clube em que teve lugar cerca de uma década, todos os anos da sua formação, e que lhe deu as bases para ser o médio que é hoje.
 Depois de ter passado por clubes como o Malveira, o Igreja-Nova e o Associação Charneca, o atleta está no Pêro Pinheiro pela primeira vez. Micael lembrou o jogo da pré-época com o Torreense, principal candidato a subir à segunda liga, em que o CAPP perdeu pela margem mínima, e o jogo, durante a época, com o Mafra em que o Pêro Pinheiro ganhou, para evidenciar o facto do Clube que defende, hoje, ter todas as condições para subir de Divisão. “Se estamos em primeiro lugar é porque temos valor, e se, a mais de meio da prova, continuamos em primeiro, porque não acabar em primeiro?”.
O médio centro faz um balanço positivo da sua carreira até aqui, apesar de algumas contrariedades que lhe foram surgindo ao longo do tempo. O jogador falou das “idades críticas”, entre os 13 e 16 anos, em que sente que podia ter feito mais e melhor, mas, na altura, com a inocência de um adolescente que só pensa em divertir-se, descurou um pouco o futebol: “ fica o gosto amargo de que podia ter dado mais”. As lesões foram também um entrave ao seu percurso, e a que mais o marcou foi a lesão que contraiu no joelho, enquanto estava no Lourinhã, que o obrigou a ser operado e a ficar sem clube. Depois passou de um clube da III divisão para a I distrital, “uma descida muito significativa”, revelou o jogador. De facto, esses não foram tempos fáceis, no entanto, Micael diz ter orgulho na carreira que fez.
O futebol para ele é como “juntar o útil ao agradável”, pois, para além de ser uma actividade de que gosta, o atleta tem a oportunidade de fazer novas amizades e de escapar, um pouco, à profissão que exerce.
A maior recompensa e forma de conciliar tudo (trabalho e futebol) é “chegar aos domingos e ver a equipa ganhar, assim é bem mais fácil”, revelou. Quando assim é, Micael disse que a ida para os treinos e o ambiente que se vive dentro do balneário se torna bem mais agradável: “quem corre por gosto não cansa”.
O médio centro demonstrou estar reticente em relação ao futuro, pois, desmotivado por não ser titular, confessa que esse desejo ainda o persegue. “Um dia de cada vez, o que vier vem por bem", é este o lema de Micael.
Hoje com 27 anos, e nada preparado para não pertencer, normalmente, ao onze inicial, o jovem acredita que as duas motivações de quem não é titular devem ser: que afinal se é suplente de uma equipa que está em primeiro lugar na tabela, e pensar que o treinador está errado. “Se os colegas que são titulares estão bem, é sinal que nós, habitualmente suplentes, trabalhamos no máximo. Só assim é que podemos continuar motivados para vir treinar”.

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